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02
de janeiro de 2010
Diário de Natal
A Dra. Anna Karina Medeiros, Presidente da SBEM/RN concedeu entrevista
ao jornal Diário de Natal no dia 02 de janeiro de 2010 e
falou sobre a suspensão da Sibutramina na Europa após
divulgação dos resultados do estudo SCOUT. A médica
tranquiliza os pacientes que estão em uso da Sibutramina
sob prescrição de endocrinologista para manterem o
tratamento com a medicação. A Anvisa e o FDA se posicionaram
a favor da manutensão da prescrição da Sibutramina.
Abaixo relatório oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

Anna Karina: na prática, todo médico
que atua numa área afim pode
indicar medicamentos para emagrecer
Posicionamento
Oficial sobre a Sibutramina
A obesidade constitui uma doença crônica de caráter
neuroquímico, progressivo e recidivante. O seu tratamento
visa uma redução ponderal com fins de prevenção,
melhora, controle ou mesmo reversão das doenças associadas,
tais como o diabetes, a hipertensão e a dislipidemia.
As
principais causas de morte na obesidade, independente do tratamento,
são as doenças cardiovasculares, dentre elas a doença
arterial coronariana, doenças cerebrovasculares e arritmias
cardíacas.
A
abordagem clinica da obesidade fundamenta-se em uma combinação
equilibrada de um programa de modificação dietética
e comportamental com exercícios físicos, associada
ou não ao uso responsável de medicamentos.
Diante
de poucas medicações disponíveis, a sibutramina
constitui uma excelente opção que combina eficácia,
segurança e fácil manejo clinico por médicos
com experiência na área de obesidade.
A
perda de peso significativa obtida com o uso da medicação,
demonstrada nos estudos anteriores ao Scout, justifica seu uso para
o tratamento da obesidade.
A
retirada da sibutramina do mercado europeu foi precipitada, pois
se baseia em dados já conhecidos do estudo Scout (Sibutramine
Cardiovascular OUTcome), no qual 11,4% dos pacientes que utilizaram
a sibutramina tiveram um evento cardiovascular, em comparação
com 10% dos que tomaram placebo. O estudo incluiu cerca de 10.000
doentes com 55 anos ou mais e história de doença cardiovascular
ou diabetes tipo 2 com um fator de risco cardiovascular adicional.
Por
outro lado, a extrapolação destes dados pode ser vista
como contraditória. O uso da sibutramina como coadjuvante
do tratamento pode trazer uma redução do risco para
pacientes que não tenham a doença cardiovascular clinicamente
estabelecida, podendo preveni-la ou impedir a sua progressão.
Lembremos
que a advertência quanto ao uso da sibutramina em pacientes
com doença cardiovascular sempre existiu e a bula do medicamento
afirma explicitamente que o medicamento não deve ser utilizado
em pessoas com história de doença cardiovascular.
Acreditamos
que nossos órgãos regulatórios precisam reforçar
a advertência de que a sibutramina não deva ser usada
por doentes com doença arterial coronariana, insuficiência
cardíaca, hipertensão arterial não controlada,
arritmias e outros problemas cardiovasculares graves.
Departamento
de Obesidade da SBEM
ABESO - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade
e Síndrome Metabólica
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